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Velho Oeste moderno

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"Call of Juarez" e "Gun" são franquias legais de faroeste que, cá pra nós, nunca tiveram a merecida repercussão no mercado. Após o tremendo sucesso do espetacular "Red Dead Redemption", no entanto, a porteira se abriu e é hora de aproveitar o momento para resgatar de vez o gênero no mundo dos videogames. "Call of Juarez: The Cartel" traz essa pegada, mas tem uma temática bem mais contemporânea, envolvendo gangues, tráfico de drogas e conflitos na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Nem adianta querer florear o fato que é incontestável: o jogo é violento, proibido para menos de 18 anos e tem um modo cooperativo online sanguinário para até três pessoas. O governo do México inclusive fez reclamações formais veementes por conta da violência do jogo, mas isso não deve atrapalhar seu lançamento em outros países.

BALA PARA TODO LADO


A história de "Call of Juarez: The Cartel" tem como protagonistas Kim Evans (uma bela agente do FBI), Eddie Guerra (agente do DEA, que combate o tráfico de drogas nos EUA) e o violento detetive Ben McCall, "sucessor espiritual" de Ray McCall, protagonista do primeiro jogo da série.

Cada personagem tem características bem particulares que influenciam o desenrolar da história de forma distinta. Ou seja, dependendo de qual personagem você escolher para jogar, os desafios apresentados e até mesmo o final do game são completamente diferentes. O que não muda são os cenários das aventuras, que passam por Los Angeles, Cali, Arizona e terminam em Juarez, no México.

São mais de 30 armas diferentes para você usar em 15 missões, que envolvem perseguições de carro pelo deserto, interrogatórios violentos à la "Splinter Cell: Conviction" e até serviço de proteção a testemunhas. E pode esperar muito sangue e violência, com cenas fortes de tiros à queima-roupa que ainda vão causar muita reclamação dos pseudo-moralistas de plantão.

FAROESTE CABOCLO


Os dois primeiros títulos da franquia (Call of Juarez e Call of Juarez: Bound in Blood), lançados em 2006 e 2009, respectivamente, são bangue-bangues clássicos, ambientados no Velho Oeste do final do seculo 19. Bem "Red Dead Redemption", diga-se. Mas "The Cartel" é diferente: deu um salto no tempo e chegou aos dias de hoje.
São mais de 30 armas diferentes para você usar em 15 missões
A violência é a mesma, assim como a cusparada no chão após acender um cigarrinho diante de um cenário desértico. É o velho jeitão John Wayne de ser, com um visual moderno estilo Steven Seagal. Mas o enredo é bem moderno: um cartel de drogas ataca violentamente uma agência do governo norte-americano com bombas que devastam o prédio e resultam em centenas de mortos. E isso não vai ficar barato, é lógico.

As autoridades criam então uma força-tarefa especial para caçar e destruir o cartel de drogas. E é aí que entram os protagonistas Kim, Eddie e Ben. Apesar de durões e implacáveis, o trio também tem seus problemas pessoais e seus demônios internos que precisam ser superados. Isso deixa a história mais humana, mas não vai diminuir a ação e a violência. Muito pelo contrário.

Se "Red Dead Redemption" merece o crédito de trazer o gênero faroeste para os Top 5 do mundo dos games, "Call of Juarez: The Cartel" promete trazer essa emoção dos velhos bangue-bangues para os tempos modernos. Se cumprir o que promete, teremos um belíssimo título para sacudir o mercado.


FICHA TÉCNICA
Plataformas: X360/PS3/PC
Desenvolvedora: Techland
Editora: Ubisoft
Lançamento: Julho/2011
Fonte:gameworld






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